terça-feira, 20 de janeiro de 2015

AS LIÇÕES DA CATÁSTROFE DA NASA

Extraído do texto de Boris Pavlischev  de 5.2.2014

Pavlischev diz queOs astronautas da NASA  estiveram por sete vezes à beira da morte, na mesma situação que ocorreu na altura do lançamento e que terminou com a tragédia com o ônibus espacial Columbia. Mas todas as vezes não foi prestada a devida atenção aos sinais de alarme e as tripulações escaparam por milagre.
Citando como fonte o Journal Management, Boris Pavlischev diz que :
A comissão de investigação das circunstâncias da perda do Columbia determinou que, na altura do lançamento, um pedaço da espuma termo-isolante do recipiente de combustível tinha embatido na asa da nave. Ele tinha entrado no fluxo do jato, acelerando a uma velocidade enorme de 4 km por segundo, e danificou o revestimento da asa. Quando o ônibus espacial entrou na atmosfera para aterrissar, o local danificado ficou incandescente e perfurou a superfície. Os gases quentes entraram na nave despressurizando-a e provocando a sua desintegração.

A causa da catástrofe foram as deficientes medidas de segurança, as quais pareciam na altura menos importantes que a redução de custos e a eficácia do programa de voos. A publicação estadunidense escreve que no passado houve muitas avarias que não foram consideradas graves. Elas só se tornaram públicas depois da perda do Columbia, quando a segurança dos voos passou a atrair mais atenções. O académico Alexander Zheleznyakov da Academia Russa de Cosmonáutica comenta da seguinte forma:

“O fato de pedaços de espuma embaterem nas asas do ônibus espacial durante o lançamento já se sabia quase desde o primeiro voo em 1981, mas até que ponto isso era perigoso só o perceberam depois da desintegração do Columbia. Até então se pensava que a nave era resistente e que era capaz de aguentar esses embates”.

 

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