Pavlischev diz que “Os
astronautas da NASA estiveram por sete
vezes à beira da morte, na mesma situação que ocorreu na altura do lançamento e
que terminou com a tragédia com o ônibus espacial Columbia. Mas todas as vezes
não foi prestada a devida atenção aos sinais de alarme e as tripulações
escaparam por milagre.”
Citando
como fonte o Journal Management, Boris
Pavlischev diz que :
A
comissão de investigação das circunstâncias da perda do Columbia determinou
que, na altura do lançamento, um pedaço da espuma termo-isolante do recipiente
de combustível tinha embatido na asa da nave. Ele tinha entrado no fluxo do
jato, acelerando a uma velocidade enorme de 4 km por segundo, e danificou o
revestimento da asa. Quando o ônibus espacial entrou na atmosfera para
aterrissar, o local danificado ficou incandescente e perfurou a superfície. Os
gases quentes entraram na nave despressurizando-a e provocando a sua
desintegração.
A causa
da catástrofe foram as deficientes medidas de segurança, as quais pareciam na
altura menos importantes que a redução de custos e a eficácia do programa de
voos. A publicação estadunidense escreve que no passado houve muitas avarias
que não foram consideradas graves. Elas só se tornaram públicas depois da perda
do Columbia, quando a segurança dos voos passou a atrair mais atenções. O
académico Alexander Zheleznyakov da Academia Russa de Cosmonáutica comenta da
seguinte forma:
“O fato
de pedaços de espuma embaterem nas asas do ônibus espacial durante o lançamento
já se sabia quase desde o primeiro voo em 1981, mas até que ponto isso era
perigoso só o perceberam depois da desintegração do Columbia. Até então se
pensava que a nave era resistente e que era capaz de aguentar esses embates”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário